O hairstylist especialista em noivas Paulo Persil fala sobre a opção por fazer o dia de beleza fora do salão, uma ideia prática mas que requer cuidado.
O Censo 2010, realizado pelo IBGE, constatou que o percentual de pessoas que viviam unidas pelo casamento civil e religioso diminuiu de 49,4% para 42,9% entre 2000 e 2010. Isso mexe com o mercado de fornecedores da área, tais como salões, buffets, estilistas, etc. Nem todos querem casar atualmente; morar junto virou prática comum entre os casais. E os que casam estão mais racionais e econômicos.

Quem aposta no matrimônio, no entanto, continua tendo a beleza como prioridade. O tradicionalismo pode ficar para trás, mas os contos de fadas continuam. Das cerimônias mais simples às mais completas, o que há em comum é a realização pessoal, que envolve a beleza como item essencial.

Os salões de beleza de luxo, de maneira especial, vêm sentindo os efeitos de menos atendimento a noivas. Isso não acontece apenas pela diminuição de cerimônias, mas especialmente porque ao longo dos últimos dois anos vêm crescendo o mercado de atendimento externo, que é a ida de equipes de cabelo, maquiagem, unhas e estética até a noiva, seja em casa, em um hotel ou no local do casamento. O mercado de fornecedores e assessores de casamentos começou a voltar os olhos para essa área, indicando o serviço em domicílio cada vez mais.

O grande problema dessa proliferação de atendimento externo, que tirou muitas noivas dos salões de beleza, é a pouca especialização dos profissionais envolvidos. Geralmente os salões não têm estrutura profissional para enviar suas equipes, por isso começaram a se apresentar ao mercado agências de serviço delivery, que contratam funcionários temporários para suas ações, vendidas com até seis meses de antecedência.

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